sábado, 28 de abril de 2012

...

Não adianta falar que sente saudades, faça algo pra mudar isso!
Não adianta falar que ama, demonstre!
Cansada desse mimimi!
Não aceito mais demonstrações de afeto via facebook, twitter e etc!
Sente saudades de mim? Me ligue, venha me ver, me mande um SMS! Não queira dar um (a) de boa samaritano (a) querendo demonstrar afeto pros meus amigos e familiares numa merda de rede social, que quer enfiar goela a baixo o quanto as pessoas são felizes em seus mundinhos de viagens, cervejas importadas, baladas, temakis, etc.
Me ama? Não aja como um (a) idiota!
Sem mais!


terça-feira, 17 de abril de 2012

"Porque hoje estou ótima..."

"Aí acontece de hoje eu acordar ótima
preciso cortar os cabelos
Comprar mais um creme amarelo
Retomar a semiótica
Uma dieta de atleta
Um protótipo uma meta
Uma nova ótica
Uma outra ética
Porque hoje estou ótima
Uma vítima úmida e completa
A ultima, a saber, que precisa de afeto
Melhor deixar os chocolates por perto..."
[Ótima - A Banda Mais Bonita da Cidade]

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Uma carta para Caio Fernando Abreu

Não lembro em que ano li o primeiro texto de Caio. Sei que faz tempo. Sei que foi num blog de uma guria que sempre curti e que infelizmente, se perdeu na blogosfera da vida. Sei que foi o texto "Dama da Noite. Sei que foi esse trecho: "A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá. Você fala qualquer coisa tipo bá, por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros. Mas eu fico sempre do lado de fora."
Sei que me identifiquei na hora, e comecei a procurar livros pra comprar. Na época era universitária sem dinheiro e lembro que fui num Sebo aqui em Santos, um que eu gostava bastante e perguntei pro carinha se ele tinha algum livro do Caio Fernando Abreu, e ele me disse que nem conhecia o autor. Saí de lá frustradíssima, achando um absurdo, o dono do Sebo que eu mais gostava na cidade não sabia nem quem era Caio Fernando Abreu.Aí comprei o "Morangos Mofados" e gostei de umas crônicas e não gostei de outras. E resolvi me dar de presente o livro "Cartas". 532 páginas devoradas em uns 3 dias. Não largava o livro por nada. Levava pra faculdade e ficava mostrando os trechos pro meu amigo. Chorava com ele, ria com ele, ficava feliz com as conquistas e frustradas com as derrotas.Terminei o livro e parecia que eu tinha vivido em 3 dias tudo o que ele viveu em quase sua vida toda. Fiquei triste. Fiquei mal. Fiquei me sentindo na merda, como sei que muitas vezes ele se sentiu. Mas passou...
Hoje estou aqui, de férias, numa sexta feira de feriado Santo pra quem é católico e feriado qualquer pra quem não é, lendo Cartas novamente.
Mas estou procurando ler as cartas mais pra cima, mais animadas, mais legais, cheias de carinho, afeto e amizade...
Entre altos e baixos, Paris, Londres, São Paulo, Rio de Janeiro, Caio Fernando Abreu foi feliz nessa gangorra que a gente pode chamar de vida...
Como dizia ele: "Um dia de salto 7, outro de sandália havaiana..."
Obrigada Caio F., por me fazer entender que a vida não é um mar de rosas, mas que a gente pode ser feliz nas pequenas coisas e que não podemos desistir da vida, quando temos uma família e amigos ao redor.
Com amor e com ternura, Ludimila

"Só choro às vezes porque a vida me parece bela. (O sol. As cores. As coisas). Mas é de emoção, não de dor. Tá tudo certo. Love Love Love. It´s All We Need Always."
 [Caio Fernando Abreu]