quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"E assim, saltar."

Chega uma hora da nossa vida que é preciso se libertar do passado. Virar páginas já não chega a ser suficiente, é hora de rasgar, queimar, passar o papel naquelas máquinas que reduzem o papel a quase nada.
De longe você foi uma das pessoas mais importantes da minha vida, mas a situação já não pode mais ser comportada.
Eu não aguento mais, assumo. Joguei a toalha, pedi socorro.
Cansei de ser metade. Cansei de ser aquela que está ali o tempo todo esperando a próxima migalha. Sempre odiei pombos, não quero me tornar uma. Sou muito mais que isso.
E se soubesse que seria tão libertador, teria feito antes.
Fico triste as vezes, já chorei baixinho de saudades, sinto falta da companhia, mas estava insuportável.
Já passamos por tantas, e coisas tão pequenas me fizeram tomar a decisão de sumir da sua vida, como você já sumiu tantas vezes da minha.
Sumiu e voltou... e eu penso se não tivesse voltado, se a minha vida estaria diferente.
Mas não te culpo, nem me culpo, tudo serve de aprendizado.
E se a gente tiver que se reencontrar, aqui, aí, em Londres, em Bogotá que seja, não ficarei triste. Mas que seja um reencontro de corpo, alma e coração, como o nosso primeiro.


Um comentário:

Luma Rosa disse...

Oi, Ludi!
Bom saber que voltou a postar!
Ninguém foge do destino!
Feliz 2015!
Beijus,