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domingo, 6 de agosto de 2023

"Vê se não vai desistir de mim" (autocrítica).

     Talvez, mais do que nunca, esteja voltando para mim, para mais perto do que um dia imaginei que seria a minha vida. No auge dos meus 38 anos, pensei que muita, mas muita coisa mesmo estaria sendo diferente. Mas talvez o bichinho da coragem tenha me mordido e estou disposta a tentar mudar (válido por 24 horas).

    Estou feliz por aparentemente estar mais confiante, contente por estar restabelecendo conexões e aliviada por saber que nem todas as pessoas ao meu redor são amigos pra vida toda, e está tudo bem.

    Sinto saudades de algumas coisas que fui, mas estou animada pelo o que possa a vir acontecer.

    Por mais que o mundo esteja cada vez mais louco, as pessoas piores ainda, estou confiante que as coisas podem melhorar para mim e para os meus. Estou com aquilo que dá um pouco de medo de ter (esperança), mas ao mesmo tempo estou com uma coragem que poucas vezes eu tive.

    Espero que tenha chego a hora, a hora de ser um pouco mais feliz.

    Mereço. Merecemos!

    Que bom voltar a escrever, por mais que nem tenha muita noção do que eu esteja fazendo aqui. Vai ser bom voltar a escrever meus devaneios, sempre me fez muito bem. Que eu esteja voltando para casa (tudo bem que as vezes é assombrada), para a minha casa, para dentro de mim, para a paz no meio do caos que eu sempre busquei.



domingo, 15 de fevereiro de 2015

...

Tenho um notebook vermelho, uma televisão no meu quarto e uma vontade imensa de conhecer o mundo. Tenho livros que já li mais de 5 vezes, tenho CD´s que nunca mais ouvi e tenho filmes que de tanto que já assisti, sei diálogos de cor. Tenho uma vontade incontrolável de comer doce na TPM, uma saia preta de bolinha branca e um vestido vermelho que parece mais uma toalha de mesa. Tenho que mandar fazer meus óculos antes que eu fique cega de verdade. Tenho um amor grande por caveiras, por comida Mexicana e pela Frida Kahlo. Tenho medo de te perder, mas como perder o que nunca se teve e se no final ninguém é de ninguém?



domingo, 25 de janeiro de 2015

Voltei.

E eu voltei porque senti saudades das nossas conversas intermináveis, do seu drama e das suas mensagens no celular me desejando bom dia e me informando do tempo. Eu voltei porque me deu vontade de sentar com você num bar e beber uma cerveja. Eu voltei pra te falar pela milésima vez que seu gosto musical é ruim, que você não fica bem com aquelas saias no joelho e que você não precisa usar aqueles sapatos com saltos de quase 15 cm. Voltei porque senti falta do seu abraço, dos beijos nas escadas rolantes e da forma que você cuidava de mim. Voltei porque era com você que queria ter feito aquela viagem. Voltei porque tenho certeza que as minhas fotos ficariam mais bonitas com você do meu lado. Voltei porque senti falta do seu sorriso e da sua risada. Voltei porque senti falta da sua mão na minha. Voltei porque nunca deveria ter ido. Voltei porque te amo.




domingo, 28 de dezembro de 2014

"E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam..."

E eu aprendi que pessoas que você acha que são super especias e amigas estão pouco se fudendo pra você. Aprendi que existem pessoas que não respeitam seus limites e seus passos, só olham para o seu próprio umbigo. Aprendi que tenho que cuidar melhor do meu joelho direito. Aprendi que abraços de algumas pessoas te trazem mais paz do que um ato ecumênico. Aprendi que homens sabem o que querem, moleques não. Aprendi que você pode perfeitamente viajar para um lugar sem falar muito bem a sua língua local, mas que seria muito melhor se você falasse. Aprendi que se pode viver um bom tempo sem roupas e sapatos novos, sem sair todo fim de semana, quando se tem um objetivo. Aprendi que posso consolar amigos com meu silêncio. Aprendi a ser mais calma e controlada (ou uma perfeita descontrolada!). Aprendi que as vezes preciso surtar. Aprendi que não preciso ir em determinados lugares para estar presentes em "compromissos sociais." Aprendi que arroz e feijão faz muita falta. Aprendi que a música salva. Aprendi que posso fazer muita coisa sozinha, que nasci sozinha e que vou morrer sozinha, e que nesse intervalo não posso ficar dependente de ninguém. Aprendi que a gente pode se transformar por pequenas coisas, e que existem pessoas que não se deixam mudar nem por grandes acontecimentos. Aprendi que posso ficar meses sem beber refrigerante sem sentir falta. Aprendi que quando não um não quer, dois não brigam, que estado civil não representa nada e que livros geralmente são as melhores companhias que se pode ter. Aprendi que a gente passa boa parte da vida correndo sem saber pra onde está indo e nem onde se quer chegar. Aprendi que não podemos ser dominados nem pelo medo nem pela ansiedade. E aprendi talvez uma das melhores lições... que a vida é agora, e o mínimo que eu posso fazer é viver cada segundo, intensamente.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"E assim, saltar."

Chega uma hora da nossa vida que é preciso se libertar do passado. Virar páginas já não chega a ser suficiente, é hora de rasgar, queimar, passar o papel naquelas máquinas que reduzem o papel a quase nada.
De longe você foi uma das pessoas mais importantes da minha vida, mas a situação já não pode mais ser comportada.
Eu não aguento mais, assumo. Joguei a toalha, pedi socorro.
Cansei de ser metade. Cansei de ser aquela que está ali o tempo todo esperando a próxima migalha. Sempre odiei pombos, não quero me tornar uma. Sou muito mais que isso.
E se soubesse que seria tão libertador, teria feito antes.
Fico triste as vezes, já chorei baixinho de saudades, sinto falta da companhia, mas estava insuportável.
Já passamos por tantas, e coisas tão pequenas me fizeram tomar a decisão de sumir da sua vida, como você já sumiu tantas vezes da minha.
Sumiu e voltou... e eu penso se não tivesse voltado, se a minha vida estaria diferente.
Mas não te culpo, nem me culpo, tudo serve de aprendizado.
E se a gente tiver que se reencontrar, aqui, aí, em Londres, em Bogotá que seja, não ficarei triste. Mas que seja um reencontro de corpo, alma e coração, como o nosso primeiro.


sábado, 29 de novembro de 2014

Pitty me entenderia

Lembro do dia em que eu te disse, como na música Equalize da Pitty,  que até parecia que você tinha o meu manual de instruções, e você me disse no meio de risadas que tinha pego emprestado com a minha mãe. Mal sabia você que ela é uma pessoa que me conhece tão pouco. Talvez seja por isso que nossa história deu no que deu.
Nem sei se posso chamar de história, afinal, elas tem começo, meio e fim. A nossa por enquanto teve começo e meio, e no meio de tantas "delícias nesse caos", estou tentando colocar um ponto final.
Digo tentando porque vira e mexe entra um ponto de exclamação e uma reticência no meio do ponto final. Como ontem, no bar, quando começaram os primeiros acordes de Equalize e veio todo um filme na minha cabeça.
São muitas histórias, memórias, beijos ao som do mar, abraços em uma poltrona de veludo e muitas coisas pra recordar, mas, definitivamente, "eu não ficaria bem na sua estante".


sábado, 15 de novembro de 2014

"Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres..."

Sou dessas mulheres que gostam de batom vermelho, usar vestido com bota, que mistura doce com salgado, que adora comida japonesa e mexicana, e que troca balada pra ficar na casa de amigos jogando conversa fora.
Sou dessas mulheres que adoram organizar festas, ler, ir ao teatro, ao cinema, falar pelos cotovelos, comer sobremesa.
Sou dessas mulheres que já foram mais ciumentas e hoje em dia sabem que ninguém é de ninguém, e quem quiser ficar, fica, quem quiser ir embora, vai, e vai com Deus.
Sou dessas mulheres que adoram shows, que vai do rock a mpb, um samba de vez em quando, por que não?
Sou dessas mulheres que amam viajar, seja de avião, de carro, de ônibus. De bicicleta não, porque não sei andar. Não importa o meio de transporte, o importante é conhecer outros lugares, culturas, pessoas. Ter ótimas paisagens pra olhar e depois várias histórias pra contar.
Sou dessas mulheres sentimentais, intensas, preocupada com o próximo, com o mundo. Sou dessas mulheres que choram mais em filmes de amizade do que de amor, pois acredita que sim, a amizade é um amor que nunca morre, da muito valor aos seus amigos e agradece a Deus por ter tanta gente boa em seu caminho.
Sou dessas mulheres que ainda não encontraram seu lugar no mundo, que estão em mudança constante, que tentam sempre melhorar, que riem de si mesmas, que não deixam a criança dentro de si morrer.
Sou dessas mulheres que amam tatuagens, poá e lacinhos, que já foram mais românticas e hoje em dia tem os pés mais no chão, mas que ainda acreditam em um príncipe, nem que ele seja desencantado. Por que não?
Se acaso me quiseres, não sou dessas mulheres que só dizem sim; digo não e digo talvez, aliás, falo demais, mas falo sempre o que sinto, o que acho e o que penso. Se acaso me quiseres, prazer, sou assim.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

PS: Eu Te Amo

Essa vida é estranha né... tive tantas oportunidades de escrever tantas cartas pra você, te mandar tantos presentes, te falar da saudade que eu sentia e não sabia, e fui fazer isso agora, justo agora, que você não pode ser mais meu.
Aliás, ninguém é de ninguém, não é mesmo? A gente apenas escolhe jogar as cordas e se prende em alguns portos em determinados momentos da vida. Existem pessoas que ficam dias, algumas meses, outras anos e outras para a eternidade.
Nosso nó virou laço, virou nó novamente, embaraçou, e agora é um amaranhado de cordas que ainda não descobrimos como desenrolar. Uma cama de gato.
Queria ter te escrito tanta coisa, mas achei melhor não, pra não te assustar, pra não me assustar.
Queria ter dito que sinto falta do seu abraço, do seu riso bobo, da forma que você cuidava e se preocupava comigo. Queria ter dito que sinto falta da sua respiração no meu ouvido, das suas mãos nas minhas e dos chocolates. E sinto falta dos planos que foram feitos a beira do mar. Sinto falta de nós.
Sinto falta desse nós que nunca mais vai existir, mas preciso me livrar dessas amarras.






  • "O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço."
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